Vinte e cinco anos depois, a exposição “Porto Regresso ao Futuro” mostra pela primeira vez documentos, filmes e objetos do evento que prometeu transformar a cidade. A mostra está na Antiga Casa da Câmara.

O ano de 2001 deixou marcas profundas na paisagem e na identidade cultural do Porto, mas grande parte da memória desse período estava guardada longe dos olhares da cidade. Agora, a exposição "Porto Regresso ao Futuro" abre, pela primeira vez ao público, os arquivos da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura.
A mostra, inaugurada a 15 de agosto na Antiga Casa da Câmara (junto à Sé), reúne documentos, fotografias, publicações e objetos que têm estado preservados na Casa da Música. A intenção é revisitar o evento que, há 25 anos, se apresentou como um motor de transformação urbana e cultural, convidando os portuenses a refletir sobre o legado dessa promessa.

Entre os materiais expostos destacam-se os documentários "Porto: Regresso ao Futuro" (2026), de Teresa Pacheco Miranda, e "Próxima Paragem" (2001), de Catarina Mourão. A exposição inclui ainda a maquete da Casa da Música da autoria de João Barata Feyo, um desenho inédito de Madelon Vriesendorp e a instalação "Mãos na Obra", do coletivo Pedra no Rim.

A iniciativa integra o programa municipal "MALHA. Porto, Património de Pessoas" e tem curadoria de Rita Roque. A entrada é gratuita, mas está sujeita à lotação do espaço. A exposição permanecerá de portas abertas até 31 de outubro, oferecendo aos portuenses a oportunidade de confrontar a cidade de hoje com a cidade que a Porto 2001 imaginou.

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