A 11.ª edição do Porto Pianofest realiza-se entre 1 e 11 de agosto, levando mais de 20 artistas nacionais e internacionais a palcos como a Casa da Música, a Reitoria da Universidade do Porto e o Museu de Serralves. O festival reforça a aposta na proximidade com o público, na formação de novos talentos e na afirmação do Porto como destino cultural de referência.
O Porto Pianofest está de regresso para a sua 11.ª edição, que decorrerá entre 1 e 11 de agosto, com uma programação que reúne concertos, atividades pedagógicas e iniciativas de acesso gratuito em vários espaços da cidade do Porto e da região.
Ao longo de quase duas semanas, o festival apresentará mais de 20 músicos, conjugando artistas consagrados do panorama internacional com jovens talentos em início de carreira. A programação distribuir-se-á por locais como a Casa da Música, a Reitoria da Universidade do Porto, o Museu de Serralves, o Museu Romântico, a Casa Comum da Universidade do Porto e o CARA Matosinhos, estendendo-se ainda a Vila do Conde e à Régua.
A abertura do festival acontece a 1 de agosto, na Casa da Música, com a estreia em Portugal do Aaron Parks Trio, formado pelo pianista Aaron Parks, pelo contrabaixista Anders Christensen e pelo baterista André Sousa Machado. O encerramento está marcado para 11 de agosto, no Museu de Serralves, com um recital da pianista sérvia Tamara Stefanovich, reconhecida internacionalmente pela sua carreira na música clássica.
Entre as estreias desta edição destacam-se também o pianista canadiano Jaeden Izik-Dzurko, vencedor do Concurso Internacional de Piano de Leeds, que atuará a 2 de agosto, e a pianista italiana Saskia Giorgini, que se apresentará a 8 de agosto num concerto ao pôr do sol no Pátio do Romântico.
O festival recupera ainda artistas que marcaram a sua história. O pianista José Ramón Méndez, presença habitual desde a primeira edição, regressa ao palco da Reitoria da Universidade do Porto a 3 de agosto. No dia seguinte, o diretor artístico do festival, Nuno Marques, apresentará um programa dedicado ao fado interpretado ao piano.
A vertente formativa mantém um papel central na programação. Nos dias 5, 6 e 7 de agosto, o CARA Matosinhos recebe os concertos dos Artistas em Residência, enquanto o Museu Romântico acolhe, a 6 e 7 de agosto, concertos gratuitos à hora de almoço protagonizados por jovens pianistas em ascensão.
A programação contempla igualmente um Concerto para Famílias, marcado para 8 de agosto, na Casa Comum da Universidade do Porto, procurando aproximar o público mais jovem da música erudita.
Antes do arranque oficial do festival, o Mercado do Bolhão recebe, a 30 de julho, a tradicional Maratona de Piano, uma iniciativa de entrada livre que oferece oito horas consecutivas de música ao vivo junto à entrada da Rua Formosa.
Além do Porto, o festival estende-se a outros territórios da região. O Museu do Douro, na Régua, acolhe um concerto a 27 de julho, enquanto o Conservatório de Música de Vila do Conde recebe jovens artistas a 5 de agosto, reforçando a dimensão regional e o intercâmbio cultural promovido pelo evento.
Segundo Nuno Marques, fundador e diretor artístico do Porto Pianofest, o objetivo passa por consolidar a identidade construída ao longo da última década, garantindo uma programação de elevada qualidade artística e uma experiência próxima entre músicos, público e cidade.
Antes da edição portuguesa, o Porto Pianofest voltou também a afirmar a sua dimensão internacional, com concertos realizados em Washington, Nova Iorque e Madrid, numa estratégia que pretende promover simultaneamente o festival e o Porto enquanto destino cultural.
Criado em 2016 por Nuno Marques, em colaboração com a pianista e compositora norte-americana Mariel Mayz, o Porto Pianofest tem vindo a afirmar-se como um dos principais festivais internacionais de piano realizados em Portugal, combinando concertos, formação e intercâmbio artístico com o objetivo de aproximar a música clássica de novos públicos.
Fonte: Porto Pianofest.