A Galeria do Sol abre a ocupação “Pele velha de cobra a mim serve”, de Hugo Brazão e José Oliveira. O público pode levar roupa usada, deixá-la no espaço ou escolher peças que já tenham sido deixadas por outras pessoas.
Não é uma loja de segunda mão nem um mercado de troca. É assim que a Galeria do Sol apresenta “Pele velha de cobra a mim serve”, ocupação temporária de Hugo Brazão e José Oliveira que abre a 3 de setembro, às 18h00, no espaço da Rua Duque de Loulé.
A regra é simples, mas desloca o centro da experiência: quem visita pode trazer roupa usada e trocá-la, ou simplesmente levar peças que já tenham sido deixadas no local. A roupa deixa, assim, de obedecer apenas a um preço de venda e passa a circular de acordo com a disponibilidade, a necessidade e a vontade de quem participa.
O ponto de partida do projeto é uma pergunta sobre valor. As peças acumuladas em casa podem ter valor de uso, de troca, simbólico ou afetivo; podem também mudar de significado quando passam para outras mãos. A ocupação usa essa circulação concreta para discutir acumulação, consumo e a possibilidade de prolongar a vida de objetos que perderam utilidade para uma pessoa, mas não necessariamente para outra.
A Galeria do Sol anuncia ainda uma conversa a 10 de setembro sobre espaços independentes, autonomia, sustentabilidade e recursos. Não foram divulgados horários regulares de funcionamento, prazo total da ocupação ou critérios para as peças que podem ser deixadas. Por isso, quem quiser participar deve confirmar previamente junto da galeria antes de se deslocar.