A campanha Movida 2026 instalou placas toponímicas ilustradas para sensibilizar contra o ruído e o lixo. O grupo Vizinhos em Vias de Extinção contrapõe, criticando o investimento público na promoção do “glamour” da vida noturna.
A Câmara Municipal do Porto lançou uma nova ação de sensibilização no âmbito da campanha "Movida 2026", recorrendo à arte urbana para apelar a uma convivência mais equilibrada na zona de diversão noturna. A iniciativa instalou várias placas toponímicas ilustradas pela artista portuense Clara Não, que convidam à reflexão sobre o ruído, o abandono de lixo e a partilha do espaço público.
Segundo o município, o objetivo é alertar residentes e visitantes para os desafios da vida noturna, reforçando que a Movida é um território partilhado por moradores, agentes económicos e quem procura diversão. No entanto, a estratégia de comunicação institucional não convenceu o grupo de moradores Vizinhos em Vias de Extinção.
O grupo Vizinhos em Vias de Extinção reagiu publicamente, direcionando as críticas para os ecrãs informativos da STCP que, segundo os residentes, têm sido utilizados para promover o "glamour" da vida noturna. Os moradores questionam se o dinheiro público deve ser gasto a promover o negócio de bares e discotecas, defendendo que os suportes deveriam antes servir para educar e informar.
O contraste entre a campanha de civilidade da autarquia e a frustração dos residentes ilustra a tensão contínua na gestão da Movida, onde a procura por um equilíbrio entre o descanso e o lazer noturno continua a gerar perspetivas opostas.