Cinco projetos dedicados à arte contemporânea integram o Circuitos’26 e mostram como a cidade continua a afirmar-se como um polo de criação, experimentação e encontro entre artistas e comunidade.

O Porto continua a consolidar a sua posição como um dos principais centros de criação artística do país, impulsionado pelo surgimento de novos espaços independentes dedicados à arte contemporânea. Entre galerias, ateliers e centros culturais, cinco projetos vão integrar o Circuitos’26, iniciativa promovida pela Galeria Municipal do Porto, que decorre entre 17 e 19 de julho, abrindo portas ao público e convidando à descoberta de diferentes percursos artísticos pela cidade.

Apesar das diferentes dimensões e áreas de atuação, os espaços PLATO, CATAPULTA, INSTITUTO, Raiz em Movimento e Atelier Amarelo partilham um objetivo comum: criar locais de encontro, incentivar a experimentação artística e fortalecer a ligação entre criadores e comunidade.

A PLATO, instalada na Rua de Brito Capelo desde janeiro de 2025, aposta sobretudo na promoção de artistas emergentes e no diálogo entre diferentes regiões do país. Durante o Circuitos’26, a galeria apresentará dois diálogos expositivos entre artistas portugueses, reforçando a sua aposta na criação contemporânea.

Também recente é a CATAPULTA, inaugurada em setembro de 2025 no Centro Comercial Bombarda. O espaço destaca-se pelo ritmo de programação, com novas exposições de quinze em quinze dias, e pela abertura a artistas emergentes, incluindo criadores internacionais que escolheram o Porto para desenvolver o seu trabalho. Para o Circuitos’26, acolherá uma exposição da artista portuense Beatriz Prada.

No centro histórico da cidade, o INSTITUTO, instalado na Rua dos Clérigos desde 2018, combina arquitetura, artes visuais, pensamento crítico e residências artísticas. Ao longo dos últimos anos tornou-se uma referência nacional na reflexão sobre o espaço urbano e a arquitetura contemporânea, promovendo exposições, debates, oficinas e projetos internacionais. Durante o Circuitos’26 estará patente a instalação More-Than Cinema, integrada também no Arquiteturas Film Festival.

Já a Raiz em Movimento, localizada numa antiga fábrica no Bonfim, nasceu em 2023 da necessidade de criar ateliers acessíveis para artistas e designers. Atualmente reúne cerca de duas dezenas e meia de profissionais de diferentes áreas criativas, funcionando não apenas como espaço de trabalho, mas também como ponto de encontro e colaboração entre disciplinas artísticas. O coletivo promove ainda iniciativas abertas ao público, como o ciclo X-Acto, dedicado a temas sociais e culturais.

Por sua vez, o Atelier Amarelo participará no Circuitos’26 com a exposição Vibe, dedicada ao trabalho da artista Holly, complementada por uma conversa pública e uma atividade na varanda da casa-estúdio, reforçando a vocação do espaço enquanto lugar de criação, partilha e proximidade com o público.

Ao reunir estes projetos num mesmo percurso, o Circuitos’26 pretende dar visibilidade ao crescente dinamismo da criação artística independente na cidade, incentivando os visitantes a conhecer espaços que contribuem diariamente para enriquecer a oferta cultural do Porto e para fortalecer a comunidade artística local.

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