Autarquia aposta na criação de oito quarteirões turísticos para reduzir a pressão sobre o Centro Histórico e promover outras zonas do concelho.

O Porto está a reforçar a estratégia de distribuição dos fluxos turísticos para além do Centro Histórico, numa iniciativa desenvolvida em conjunto com a Airbnb e integrada na política municipal de gestão sustentável do turismo. O objetivo passa por incentivar visitantes a conhecer outras áreas da cidade, reduzindo a concentração de turistas nas zonas mais procuradas e promovendo um desenvolvimento mais equilibrado.

A estratégia assenta na criação de oito quarteirões territoriais e de interesse turístico, definidos através de um estudo elaborado pela EY-Parthenon para a Câmara Municipal do Porto. Segundo a vereadora do Turismo e Internacionalização, Catarina Santos Cunha, esta organização pretende distribuir melhor os visitantes pelo território, conciliando a atividade turística com a qualidade de vida dos residentes.

De acordo com a autarquia, apesar da elevada procura registada em áreas como o Centro Histórico e a Baixa, a cidade ainda não enfrenta uma situação de excesso de turismo. O município considera, no entanto, que é essencial atuar preventivamente para evitar futuros impactos negativos, apostando numa gestão sustentável do destino.

A colaboração com a Airbnb enquadra-se precisamente nessa estratégia, incentivando os visitantes a descobrir bairros menos conhecidos, diversificando a oferta turística e criando novas oportunidades económicas para diferentes zonas da cidade.

O modelo seguido pelo Porto surge numa altura em que várias cidades europeias, como Barcelona, Amesterdão, Veneza e Atenas, têm vindo a adotar medidas para controlar a pressão turística, através de restrições e estratégias de gestão dos fluxos de visitantes.

Em Portugal, o debate sobre o crescimento do turismo tem colocado em evidência a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a importância económica do setor e a preservação da qualidade de vida das populações locais. A Câmara do Porto defende que a dispersão dos visitantes representa uma das principais ferramentas para alcançar esse objetivo, permitindo proteger o património, reduzir a pressão sobre as zonas mais visitadas e valorizar outras áreas da cidade.

Share this article
The link has been copied!