Coração da cidade recupera fôlego com recuo de estaleiros na Baixa

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A progressiva libertação do espaço público nas zonas afetadas pela construção da Linha Rosa promete devolver a normalidade ao centro do Porto antes do São João. Embora a operação ferroviária só arranque em 2027, o impacto visual e a mobilidade de superfície registam melhorias significativas já este mês.

A paisagem urbana do centro do Porto está a sofrer uma mutação visível com o levantamento de vedações e a desocupação de vias que estiveram cativas da construção do Metro nos últimos anos. Ruas como a do Rosário e a Dr. Tiago de Almeida já respiram sem a pressão dos estaleiros, permitindo que a circulação pedonal e o acesso ao comércio local recuperem a fluidez perdida. Este movimento de "limpeza" da superfície é uma prioridade estratégica para que as grandes romarias de junho ocorram sem os obstáculos físicos que marcaram as últimas edições das festas da cidade.

Calendário e Investimento

Apesar da descompressão à superfície, o cronograma da obra subterrânea estende-se. A finalização das quatro novas estações e de toda a infraestrutura física está prevista para o final do próximo ano. Contudo, o período de testes de segurança e a certificação dos sistemas técnicos atiram a abertura oficial ao público para o primeiro trimestre de 2027. O investimento, que ultrapassa os 400 milhões de euros, reflete a complexidade de criar uma ligação de alta frequência entre a Boavista e São Bento sem comprometer o património histórico do subsolo portuense.

Contexto da Intervenção

A Linha Rosa é tecnicamente definida como uma linha circular, mas na prática funciona como um conector vital que permitirá atravessar o núcleo central da cidade em menos de dez minutos. Zonas emblemáticas como a Praça da Liberdade e os Aliados já passaram pela fase mais crítica de intervenção, estando agora em fase de acabamentos e reposição de elementos urbanos. O projeto visa reduzir drasticamente a dependência do automóvel no acesso à Baixa, promovendo uma coesão maior entre os polos habitacionais e os centros de serviços.

Detalhes da Operação

Nesta fase, as equipas técnicas concentram-se no interior dos túneis para a instalação da via férrea e das componentes elétricas. À superfície, o trabalho passa a ser de pormenor: pavimentação definitiva, sinalética e integração paisagística. O objetivo final é que, até ao final de junho, o residente e o visitante possam circular pelo "triângulo dourado" da cidade com a sensação de que o Porto foi, finalmente, devolvido à comunidade.

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