Espetáculo de Victor Hugo Pontes regressa ao Teatro São João para celebrar a liberdade através do corpo

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Espetáculo de Victor Hugo Pontes regressa ao Teatro São João para celebrar a liberdade através do corpo
Foto: Teatro São João

A coreografia Há Qualquer Coisa Prestes a Acontecer, com direção artística de Victor Hugo Pontes, sobe ao palco do Teatro Nacional São João entre os dias 21 e 30 de maio, no âmbito da programação do FITEI — Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica. O espetáculo parte de um verso da canção Inquietação, de José Mário Branco, para construir uma reflexão sobre liberdade, inquietação e transformação coletiva.

A nova criação de Victor Hugo Pontes transforma um grupo de corpos nus numa “massa física coletiva”, usando a dança e o movimento para questionar aquilo que move, condiciona, assusta e liberta o ser humano. Em cena, 19 intérpretes dão corpo a uma performance marcada pela intensidade física e emocional, numa proposta artística que assume o corpo como símbolo maior de liberdade.

O espetáculo decorre na Sala Ricardo Pais, no Teatro São João, e integra a programação do FITEI 2026. As sessões realizam-se entre 21 e 30 de maio, com horários variados ao longo da programação. A classificação etária é para maiores de 16 anos e os bilhetes variam entre os 7,50 e os 16 euros.

Produzida pela estrutura Nome Próprio, a obra resulta de uma coprodução com o Teatro Nacional São João, o Centro Cultural de Belém, o Centro de Arte de Ovar e o Teatro Aveirense. A estreia aconteceu em dezembro de 2024, em Aveiro, antes de seguir para vários palcos nacionais.

Corpo como espaço político e de liberdade

Segundo a sinopse divulgada pelo Teatro Nacional São João, a criação nasceu da vontade de “isolar um verso” da música Inquietação, de José Mário Branco, para explorar a ideia de que existe sempre algo prestes a acontecer. A partir dessa inquietação, Victor Hugo Pontes constrói uma coreografia que utiliza todos os sentidos para criar uma experiência física e sensorial centrada na liberdade absoluta.

Ao longo da performance, os corpos em palco assumem-se como espaço de vulnerabilidade, resistência e transformação. A nudez surge não como provocação, mas como linguagem cénica e simbólica, num espetáculo que procura questionar os limites impostos ao corpo e à expressão individual.

Regresso ao Porto após estreia nacional

Depois da estreia no Teatro Aveirense, o espetáculo regressa agora ao Porto, ocupando um dos principais palcos da cidade durante vários dias. A apresentação integra também um conjunto de iniciativas paralelas, incluindo uma sessão com audiodescrição e uma conversa aberta ao público.

A criação conta com música original de João Carlos Pinto, arranjos sobre obras de Bach e Debussy, cenografia de F. Ribeiro e desenho de luz de Wilma Moutinho. O elenco reúne intérpretes nacionais e internacionais, num projeto coletivo que cruza dança contemporânea, teatro físico e experimentação performativa.

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