Este sábado, 26 de setembro, das 16h00 às 20h00, o Batalha Centro de Cinema sai das suas salas e espalha filmes por dez espaços à volta da Praça da Batalha. Chama-se Vai e Vem, é a terceira edição, e a regra é não haver regra: cada pessoa escolhe onde começa, que portas abre e onde acaba. A entrada é livre em todos os espaços e os filmes passam em contínuo.

Os lugares são o ponto. No Atelier de Guarda-Roupa e Adereços do Teatro Nacional São João, um espaço que normalmente não recebe visitantes, passa 'Sonhos de Uma Revolução' (2023), de Pedro Neves. No Café Java, 'Porto Eletrónica 1985-2005' (2014), de Francisco Abrunhosa e Daniel Reifferscheid, vinte anos de clubes e pistas de dança da cidade. Num quarto do Hotel NH Collection Porto Batalha, 'A Sonolenta' (2017), de Marta Monteiro. Na Igreja de Nossa Senhora do Terço e Caridade, 'Escola de Carpideiras' (2026), de Marcelo Pereira, sobre quatro mulheres a aprender o ofício.

Na Kate Skateshop exibe-se 'O Homem do Lixo' (2022), de Laura Gonçalves, uma animação sobre um tio emigrante. No Orfeão do Porto, dois filmes sobre infância: 'Os Amigos do Gaspar: Uma Reunião na Cidade' (2023), de Duarte Coimbra, e 'A Sopa da Pedra da Axelle' (2024), de Letícia Costelha. No Restaurante Royal Palace, três videoclipes, de Jorge Quintela, de Margarida Rêgo e Miguel C. Tavares, e de Carolina Bonzinho e Leander Meresaar. No Salão de Beleza Ana Isabel, um filme amador mudo em Super 8, 'Motocrosse X Prova do Campeonato Nacional em Alfena', filmado a 23 e 24 de setembro de 1972 por autor desconhecido.

As duas últimas paragens são coletividades. No Sporting Clube Vasco da Gama, 'Casas para o Povo' (2010), de Catarina Alves Costa, sobre o SAAL e a luta pelo direito à habitação depois de Abril. Na União Desportiva da Sé, sede da Junta de Freguesia do Centro Histórico, três filmes sobre a relação do Porto com a natureza: 'Variações Sobre Como Cultivar Uma Cidade' (2024), de Mónica Martins Nunes, 'Lago do Palácio de Cristal' (1960) e 'Jardim Botânico do Porto', um segmento do jornal Voga dos anos 70, de César Guerra Leal.

O Vai e Vem faz parte do programa Vizinhos, com que o Batalha trabalha com o comércio, as associações e as instituições à sua volta. A primeira edição, em 2024, teve oito espaços; a segunda, em 2025, dez; esta repete os dez com locais novos. Todos os filmes pertencem à Filmoteca, o arquivo de cinema do Porto que o Batalha mantém.

Onde e quando: sábado, 26 de setembro, 16h00–20h00, dez espaços nas imediações da Praça da Batalha. Entrada livre. Sem ordem nem ponto de partida. O Batalha fica na Praça da Batalha, 47; a página do programa no site do Batalha tem a lista completa dos espaços e filmes, mas não as moradas — os espaços são todos a poucos minutos a pé da praça.

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