Dias antes do Cortejo de São Bartolomeu, a Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira mostrou os preparativos dos trajes que chegam todos os anos à Foz. O trabalho é feito de papel crepe, mãos de várias gerações e tempo partilhado fora dos holofotes do desfile.
Na Pasteleira, a preparação dos Trajes de Papel avançou entre mesas de trabalho, papel crepe e vizinhos. A Associação de Moradores do Bairro Social da Pasteleira (AMBSP) partilhou imagens dos últimos preparativos, numa fase em que os figurinos começavam a ganhar forma para o Cortejo de São Bartolomeu, na Foz do Douro.
A publicação da associação documenta um trabalho coletivo que raramente é visível quando o cortejo chega à marginal. Antes do desfile, há quem corte, cole, monte e acerte pormenores. É neste processo, mais do que no momento de passagem, que a tradição se constrói e passa de geração em geração dentro dos bairros e das coletividades que a mantêm.
As informações divulgadas para a edição de 2026 apontavam para um cortejo com o tema “Fábulas e Lendas”, marcado para 30 de agosto, entre a Rua das Sobreiras e a Praia do Ourigo. A programação anunciava cerca de 700 figurantes e mais de 30 mil metros de papel crepe para formar 323 peças de vestuário e 448 acessórios.
A preparação na Pasteleira não é um pormenor lateral da festa: mostra como uma tradição associada à Foz também se faz através das redes comunitárias de outros pontos da cidade.