As telas brancas que tapam parte dos painéis de Jorge Colaço foram instaladas em 2023 para proteger a obra das vibrações da Linha Rosa. Sem data oficial para a conclusão da empreitada, os 20 mil azulejos aguardam o regresso à normalidade.
Quem entra no átrio da Estação de São Bento à procura da cor e do detalhe dos painéis de Jorge Colaço encontra, há mais de três anos, uma visão incompleta. Uma parte dos históricos azulejos continua escondida por telas de proteção, instaladas em 2023 por causa das obras da Linha Rosa do Metro do Porto. A cobertura foi colocada para proteger as peças cerâmicas das vibrações associadas à escavação do túnel e à construção da nova estação subterrânea. A proteção é uma medida de salvaguarda do património; a questão está na duração de uma solução que foi inicialmente apresentada como temporária.
Segundo a informação publicada sobre a intervenção, a previsão inicial apontava para cerca de seis meses de telas. O prolongamento das obras da Linha Rosa na zona da Praça da Liberdade e de São Bento levou, contudo, à manutenção da proteção. As áreas cobertas continuam a limitar a leitura integral dos painéis por quem passa diariamente na estação e por quem a visita.
Os painéis foram instalados entre 1905 e 1906 e incluem cerca de 20 mil azulejos pintados à mão, com representações de episódios da História de Portugal e cenas da vida campestre. A remoção total das telas dependerá do avanço das obras na Baixa. Não foi localizada uma data oficial para esse momento.