A Porto Ambiente instalou papeleiras alimentadas a energia solar em dois dos pontos de maior afluência da cidade. O projeto está em teste e procura perceber se a compactação e os alertas de enchimento ajudam a recolher melhor os resíduos — sem prometer ainda menos voltas dos camiões.
Na Ribeira e na Rua de Santa Catarina, algumas papeleiras passaram a fazer mais do que receber lixo. Os novos equipamentos, instalados pela Porto Ambiente num projeto-piloto, usam energia solar, compactam os resíduos e enviam dados sobre o nível de enchimento para apoiar a operação de recolha.
A escolha dos dois locais tem uma razão prática: são zonas de elevada circulação de pessoas, onde a capacidade das papeleiras e o momento da recolha são especialmente visíveis no espaço público. A tecnologia permite saber à distância quais os recipientes que estão mais perto de encher, em vez de depender apenas de circuitos fixos e rondas presenciais.
Segundo a empresa municipal, o sistema de compactação pode reduzir até seis vezes o volume dos resíduos depositados. Os dados de enchimento são acompanhados num serviço cloud e podem ser integrados na gestão das rotas, para ajustar a necessidade de recolha ao que está a acontecer em cada ponto.
Mas há uma distinção importante: trata-se de um teste, não de um resultado fechado. As referências a uma possível redução de 80% a 95% na frequência de esvaziamento pertencem às especificações do equipamento e dependem das condições de utilização. A Porto Ambiente diz que vai acompanhar a capacidade, a frequência de recolha e a eficiência operacional antes de avaliar se a solução funciona, de facto, na Ribeira e em Santa Catarina.