Uma Certa Falta de Coerência, Supermala e Túnel juntam-se esta quinta-feira no Café CCOP para falar de autonomia, sustentabilidade e recursos. O encontro põe no centro estruturas que trabalham fora do circuito comercial e que dependem, muitas vezes, de decisões pouco visíveis para quem apenas chega à inauguração ou ao concerto.

Há espaços culturais que não são salas municipais, galerias comerciais ou instituições com programação fixa. No Porto, uma parte da criação artística acontece em estruturas geridas por artistas e coletivos, que definem os próprios ritmos de trabalho, os formatos de apresentação e a relação com quem entra.

É sobre essa prática que se realiza esta quinta-feira, 10 de setembro, às 18h00, uma “Conversa e Lanche” no Café CCOP, dentro do edifício do CCOP e junto à Galeria do Sol. Participam Mauro Cerqueira, ligado à Uma Certa Falta de Coerência; Henrique Loja e Sofia Montanha, da Supermala; e André Pipa e Nicoletta Mandolini, do Túnel.

A organização propõe uma conversa sobre autonomia, sustentabilidade e recursos. Na apresentação do encontro, refere que alterações nas rendas, mudanças nas políticas culturais e a necessidade de subsistência pessoal dos intervenientes influenciam a continuidade e a transformação destas estruturas. Esse é o ponto de partida colocado pelo promotor e pelos participantes, não um diagnóstico estatístico de todo o setor cultural da cidade.

A discussão interessa porque revela o que costuma ficar fora do cartaz: onde se trabalha, como se assegura tempo para programar, que condições permitem manter um espaço aberto e o que se perde quando essas condições desaparecem. A publicação não indica preço, inscrição prévia ou lotação. Quem quiser participar deve confirmar diretamente com a Galeria do Sol ou com o CCOP antes de se deslocar.

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