O novo Sistema de Depósito e Reembolso entrou em vigor em abril e garante 10 cêntimos por embalagem devolvida. Na cidade do Porto, a autarquia confirma uma subida de casos de contentores abertos, resíduos dispersos e vandalismo, o que já exige custos acrescidos de limpeza.
A implementação do sistema VOLTA, que desde 10 de abril permite recuperar o depósito de 0,10 € associado a embalagens de bebidas, está a provocar alterações na gestão de resíduos da cidade. A Câmara do Porto confirmou que a Porto Ambiente tem registado um aumento de contentores remexidos e despejados na via pública por pessoas que procuram recolher garrafas e latas abrangidas pelo reembolso.
Segundo a autarquia, o fenómeno tem exigido intervenção adicional das equipas de limpeza urbana para recolher o lixo espalhado e repor as estruturas. Em alguns casos, as situações evoluem para a vandalização dos próprios equipamentos. O município alertou ainda que os resíduos recolhidos após estes episódios deixam de seguir para recolha seletiva e são tratados como indiferenciados, o que penaliza as métricas de reciclagem e acarreta custos acrescidos de tratamento.
Apesar dos relatos frequentes de moradores sobre a abertura dos contentores, os dados municipais mostram que, até ao final de junho, a recolha oficial de embalagens não sofreu quebras. Pelo contrário, a autarquia assinalou um ligeiro aumento de cerca de quatro toneladas face ao período homólogo do ano anterior. O sistema VOLTA aplica-se a garrafas de plástico e latas de plástico, metal ou alumínio até três litros, identificadas com o símbolo oficial. Para o consumidor reaver os 10 cêntimos, a embalagem tem de ser entregue vazia, intacta, completa e com o código de barras legível.