Há uma semana que os camiões de passagem estão proibidos na VCI nos dias úteis, entre as 7h00 e as 21h00. O balanço do primeiro dia, feito pela PSP à Lusa, foi de seis infrações registadas até às 10h00 e de pesados a desviarem-se para a Circular Regional Exterior, onde não pagam portagem. A plataforma onde as empresas registam as cargas e descargas no Porto e em Gaia teve dificuldades de acesso na segunda-feira, dia 14, que a polícia diz terem desaparecido nessa tarde. O Município do Porto, por seu lado, pediu por ofício ao Ministério da Administração Interna polícias visíveis no terreno nas primeiras semanas e está a negociar com a Infraestruturas de Portugal um protocolo para gerir partes da VCI.

O intendente da PSP que na terça-feira de manhã percorreu a VCI descreveu à Lusa uma via com poucos camiões de grande volume, seis coimas passadas e condutores a adaptarem-se, sobretudo pela CREP. A fiscalização, explicou, é móvel no troço da A20 e da VCI, com verificação instantânea na plataforma de quais os camiões que podem circular, e há postos de fiscalização nas imediações da via para onde são retirados os veículos em incumprimento. Nesta fase, disse, a sensibilização é o mais importante.

A plataforma digital é a peça que faz a proibição funcionar para quem tem carga ou descarga nos dois concelhos: sem registo prévio de cada movimento, um pesado abrangido não pode entrar. A polícia garantiu que está ativa e a funcionar. O Momento do Porto não encontrou balanço público do número de registos feitos na primeira semana nem de quantas empresas aderiram.

Do lado do Município do Porto, dois movimentos. O primeiro foi um ofício ao ministro da Administração Interna, enviado antes da entrada em vigor, a pedir uma fiscalização adequada e efetiva, com presença visível no terreno, especialmente nos primeiros dias e semanas, por considerar que só assim o tráfego pesado de atravessamento se desvia para a CREP. O segundo é a negociação de um protocolo com a Infraestruturas de Portugal para o município assumir a gestão de partes da VCI: arranjos paisagísticos, limpeza de terrenos, gestão de acessos e nós. O Município reconheceu que a medida não resolve o problema de trânsito da via, mas apresenta-a como um ponto de viragem enquanto não há outras soluções.

Para quem conduz, o que interessa uma semana depois: a proibição está a ser fiscalizada, a plataforma funciona, e a VCI continua aberta a todos fora do horário e aos fins de semana. O que ainda não há é um número que diga se a via ficou menos congestionada. Em 2025, segundo cálculos do IMT citados pela Lusa, passavam ali mais de 130 mil veículos por dia.

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