Na tarde de 12 de agosto, a Lua ocultará cerca de 98% do diâmetro do Sol visto do Porto. O momento máximo acontece por volta das 19h32 e exige uma preparação simples, mas indispensável: escolher o horizonte certo e usar óculos certificados.
Não será uma tarde comum no Porto. A 12 de agosto, a Lua começará a passar diante do Sol às 18h34 e o eclipse atingirá o máximo por volta das 19h32. Nesse instante, a magnitude prevista para a cidade é de 0,980: cerca de 98% do diâmetro solar ficará encoberto. O fenómeno será profundo, mas não total. No Porto, uma pequena parte do Sol permanecerá visível e a cidade não ficará às escuras. A diferença é decisiva: mesmo uma nesga de Sol continua a emitir luz suficiente para causar lesões oculares graves se for observada sem proteção.
A observação será feita já com o Sol baixo, a cerca de 10 a 11 graus acima do horizonte Oeste-Noroeste. Por isso, a primeira decisão prática de quem quer assistir é escolher um local no Porto com a vista desimpedida nessa direção, sem edifícios ou árvores a tapar a linha do horizonte. Nuvens e fumo podem igualmente impedir a observação. A segunda decisão é não improvisar. O Planetário do Porto recomenda óculos de eclipse certificados pela norma ISO 12312-2, usados sem interrupção enquanto se olha para o Sol. Óculos de sol, radiografias, vidro fumado ou filtros caseiros não protegem a visão. O Planetário está a promover ações de preparação e distribuição de óculos certificados, mas não realizará observação pública nas suas instalações por causa das obstruções no horizonte.
O eclipse deverá terminar cerca das 20h30. Para quem vive no Porto, o interesse está menos em esperar uma noite súbita e mais em não perder um alinhamento raro entre a Lua, o Sol e o horizonte da cidade — com os olhos devidamente protegidos.